Edgar Moura Brasil, decorador e viúvo do renomado autor Gilberto Braga, expressou sua opinião sobre o remake da novela “Vale Tudo”, exibida originalmente entre 1988 e 1989. Segundo ele, a adaptação feita por Manuela Dias não honra a obra original criada por seu marido.
Em entrevista, Moura Brasil revelou que acompanha o remake principalmente através de recortes nas redes sociais. Ele lamenta que a reflexão central da história original tenha se perdido na nova versão.
A crítica mais contundente de Moura Brasil recai sobre a personagem Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch. Para ele, a rica personagem foi transformada em “uma pessoa louca, inconsequente, atirando e tentando envenenar as pessoas, virando praticamente uma serial killer ninfomaníaca”.
O decorador discorda da ideia de “humanizar” a vilã, argumentando que “humanizar uma personagem não é emburrecê-la”. Ele ressalta que a Odete Roitman original já era humana o suficiente, mesmo em sua maldade, demonstrando preocupação com os filhos e jamais permitindo que sofressem para esconder um crime.
Moura Brasil acredita que Gilberto Braga não teria aprovado a nova versão de “Vale Tudo”, considerando os personagens “incoerentes”. Ele conclui que o remake apenas comprova que o nível das produções atuais é infinitamente inferior ao das décadas passadas, afirmando que essa constatação não é motivada por nostalgia, mas sim pela observação da qualidade das obras.

