Amarela, vermelha e preta: as cores nas embalagens de medicamentos não são aleatórias. Definidas pela de Vigilância Sanitária (Anvisa), elas classificam os remédios conforme os riscos que representam aos pacientes, atuando como um sistema de segurança. Essa padronização também auxilia farmacêuticos a assegurar a correta dispensação, garantindo que o paciente receba exatamente o medicamento prescrito.
Medicamentos isentos de prescrição (MIP), aqueles que não exigem receita médica, também seguem rigorosos padrões de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos pela legislação sanitária. Esses medicamentos, listados na Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP), são destinados ao tratamento de condições não consideradas graves ou de evolução lenta.
A tarja amarela identifica medicamentos genéricos, tanto os que exigem quanto os que não exigem prescrição médica. Quando um genérico tarjado, sua embalagem combina o amarelo com as cores vermelha ou preta, indicando a necessidade ou não de receita.
Medicamentos com tarja vermelha apresentam um risco intermediário de efeitos adversos e exigem prescrição médica. Dentro desta categoria, alguns necessitam que a receita fique retida na farmácia, devido a um controle especial. A embalagem sempre informa sobre a necessidade de prescrição e retenção da receita, além dos riscos inerentes ao medicamento. A legislação brasileira proíbe o uso de cores que possam confundir a identificação da tarja vermelha.
Já os medicamentos com tarja preta geralmente afetam o sistema nervoso central, com potencial para causar dependência ou mesmo levar ao óbito. A aquisição destes medicamentos exige a apresentação da receita médica, que é retida pela farmácia. A identificação do nome comercial e da denominação genérica dos princípios ativos deve ser clara e igualmente destacada nos rótulos.

