Quase duas décadas após sua estreia, o filme “O Diabo Veste Prada” permanece um marco na cultura pop, explorando os bastidores implacáveis da indústria da moda. Um dos pontos altos da produção sempre foi o figurino, assinado por Patricia Field, também conhecida por seu trabalho em “Sex and the City”.
Com uma sequência em produção, os olhares se voltam para quem assumirá a responsabilidade de vestir os personagens. A tarefa agora é de Molly Rogers, braço direito de Patricia Field no primeiro filme.
“Nunca imaginei que conseguiria sustentar uma carreira em e cinema”, revelou Rogers, ao falar sobre sua trajetória. Ela integrou a equipe do filme original e considera as roupas atemporais e os diálogos inesquecíveis.
Rogers aprendeu valiosas lições com Field sobre a mistura de peças vintage com grifes. “Ela sempre dizia: Roupas felizes! Compre coisas que te tragam alegria!”, recorda.
Agora, ela enfrenta novos desafios, como a rápida disseminação de tendências pelas redes sociais e a necessidade de promover a sustentabilidade na moda. “Tento escolher com cuidado, para que as peças sejam únicas nas cenas, mas também tenham alguma sustentabilidade, se possível”, explica. A figurinista busca inspiração em diversas áreas, como leitura, viagens, design de interiores e o estilo de vida de Nova York.
Além disso, Molly Rogers demonstra interesse em dar visibilidade a marcas menos conhecidas, inclusive da América do Sul, como fez ao vestir a personagem Carrie Bradshaw, em “And Just Like That…”, com peças de designers brasileiras. Ela enfatiza a importância de conhecer marcas que apoiam tribos indígenas. A expectativa é que a continuação de “O Diabo Veste Prada” apresente novos talentos e tendências da moda mundial.


