Vera Egito, diretora e roteirista, compartilhou o impacto emocional de seu trabalho na série “Tremembé”, que retrata a rotina de uma das penitenciárias mais conhecidas do Brasil. A revelação ocorreu durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro.
A produção da série, segundo a diretora, foi um processo intenso e marcante. “A gente passou dois anos, mais de dois anos escrevendo a série, eu sou roteirista também, depois todos os meses de filmagem. Acho que até escrever foi mais intenso, porque foram meses lendo esses casos, os relatórios, as condenações, as histórias das pessoas lá dentro. É de ter pesadelo mesmo, é tudo muito pesado”, relatou Vera Egito.
A imersão nas histórias dos detentos de Tremembé, segundo ela, transformou sua visão sobre a natureza humana. A diretora afirmou que o contato com os relatos a levou a uma compreensão mais profunda sobre a complexidade e os recantos obscuros da mente humana.
“Mudou a minha visão em relação ao ser humano, no sentido de entender que a mente humana tem lugares muito sombrios, que são inacessíveis. É incompreensível, né? A gente tem uma tendência a querer entender por que a pessoa fez isso, e quanto mais eu li e estudei, cheguei à conclusão de que não existe porquê. Não tem como entender, é inexplicável”, concluiu a diretora.
“Tremembé” tem previsão de estreia para 31 de outubro.

