Em uma reviravolta na política nacional, o União Brasil anunciou a suspensão das atividades partidárias do Ministro do Turismo, Celso Sabino, a partir desta quarta-feira (8/10). A medida drástica ocorre em meio a um processo de expulsão, iniciado após a resistência do ministro em deixar o governo.
A análise do processo de expulsão de Sabino, de acordo com o partido, tem um prazo máximo de 60 dias para ser concluída. Até então, o ministro ocupava posições de destaque na estrutura partidária, incluindo assento na executiva e no diretório nacional, com participação ativa nas decisões de âmbito nacional. A suspensão o afasta dessas funções.
O caso de Sabino ganhou destaque após o ultimato do partido para que todos os seus membros deixassem o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro, no entanto, optou por permanecer no cargo, contrariando a orientação da sigla e votando contra o próprio afastamento.
Além do processo de expulsão, Sabino enfrenta um procedimento que solicita a intervenção da direção nacional do União Brasil no escritório do partido no Pará, atualmente sob seu comando. Diante dessa situação, o União Brasil informou que o diretório estadual será retirado da alçada de Sabino e passará a ser conduzido por uma comissão provisória interventiva.
Após a decisão do partido, Sabino declarou a jornalistas que considera as decisões tomadas “equivocadas, açodadas”. Ele expressou sua intenção de continuar o diálogo durante o processo no Conselho de Ética, buscando sensibilizar os membros do partido sobre a importância de adiar discussões eleitorais para o período apropriado.

