A exibição da morte de Odete Roitman (Debora Bloch) na noite desta segunda-feira em “Vale Tudo” gerou grande expectativa, marcando o desfecho de uma das maiores vilãs da televisão. No entanto, a sequência exibida foi considerada confusa e incoerente, provocando reações cômicas involuntárias no público. Nas redes sociais, a cena foi comparada a uma “corrida maluca” com personagens armados dentro do Copacabana Palace.
Um internauta ironizou a quantidade de pessoas armadas no local, enquanto outro comentou que “todo mundo virou pistoleiro num dia”. A comparação com a versão original de 1988 foi inevitável, contrastando com a sutileza e o mistério que envolviam a morte de Odete na época. A trama original apresentava um assassinato por engano, com surpresa e suspense, mantendo a coerência narrativa. Já o remake transformou a cena em um espetáculo caótico, com ações abruptas e motivações questionáveis dos personagens.
César (Cauã Reymond) decide repentinamente matar Odete, Celina (Malu Galli) surge armada sem histórico de planejamento criminal e Olavo (Ricardo Teodoro) se transforma em um “sniper”, contrariando sua imagem carismática. Críticos e fãs apontaram a deturpação dos personagens como um dos principais problemas, acusando a roteirista de trair a essência das figuras que ela mesma havia construído.
Apesar de momentaneamente recolocar a novela no centro das atenções, a comoção não veio pela qualidade da dramaturgia, mas pelo espanto diante do caos apresentado. O público reagiu com incredulidade, oscilando entre o riso e o desespero.
O ponto alto da noite veio com a chamada da próxima novela das nove, “Três Graças”, onde Grazi Massafera, interpretando a vilã Arminda, ironiza a morte de Odete Roitman. A ironia involuntária serviu como um alívio para o público, com o comercial da nova trama ofuscando o desfecho controverso de “Vale Tudo”.

